quinta-feira, dezembro 28, 2006
O trigo e o joio
A personalidade do momento, é de facto Maria José Morgado. Não há televisão, jornal ou revista, que não tenha já dedicado alguma atenção a este D. Sebastião de saias. Sucedem-se as mini-biografias, os olhares sobre a infância, a vida académica, a magistratura, o trabalho na PJ ... Uma avalanche de informação, um contínuo escrutínio da vida desta impoluta mulher, que vai resolver o mais grave problema deste país, que é o facto de o benfica não ganhar o campeonato de futebol todos os anos. A malta agradece todo este conhecimento, mas fica na expectativa de saber aquilo que realmente interessa: quanto fuma, quanto bebe, se se depila, se tem pêlos nos sovacos, quem recebe em casa, quantas vezes se peida por dia ...
sexta-feira, dezembro 22, 2006
Eu não teria escrito melhor
"O que mais me custa, neste sórdido episódio da Dona Carolina Salgado, é vê-la sentada a uma mesa a autografar livros como se tivesse escrito um livro. Não escreveu: para começar, aquilo não é um livro, é um pedaço de papel higiénico que, depois de usado, seguiu para uma tipografia e encontrou uma editora disposta a chafurdar na lixeira.
Depois, e como é óbvio, a senhora não escreveu coisa nenhuma, nem tem competência para tal: quem lhe encomendou a sale besogne, escreveu-lhe o livro e, no fim, recolheu-lhe a assinatura e deu-lhe aquele grandiloquente e ridículo título de Eu, Carolina, tipo Eu, Cláudio, obra de referência daquela escritora americana de literatura de aeroporto.
O livro da Dona Carolina não é sequer literatura de aeroporto: é um dejecto de ressabiamentos e vinganças pessoais que eloquentemente ilustra não as origens ou a educação, mas o carácter da senhora. Porque, se é certo que a educação demora gerações a refinar, o carácter não tem que ver com isso. Ela não tem culpa de vir de onde veio, tem culpa, sim, de ser como é.
Agora, a Dona Carolina vive bem mais do que os seus cinco minutos de fama. Tem as televisões e os jornais aos pés, tem leitores a pedir-lhe autógrafos e tem até (ó, suprema ironia, quem os ouvia a falar dela...!) benfiquistas prontos a acolhê-la e a transformá-la em Maria Madalena ou (deixem-me rir!) Carolina d'Arc. Mas, quando a poeira assentar, a pobre Carolina, como tantos e tantas outras antes dela, vai perceber que falou tanto que se enterrou até ao pescoço e que a validade do veneno que lhe deram para usar não era eterna. Em breve se tornará cansativa, inútil e desagradável à vista. E, então, regressará de onde veio, só que sem câmaras nem holofotes à sua frente e sozinha para enfrentar todos os processos judiciais e chatices de que agora, no seu patético arrebatamento, não deu conta.
ExitCarolina."
Miguel Sousa Tavares
Depois, e como é óbvio, a senhora não escreveu coisa nenhuma, nem tem competência para tal: quem lhe encomendou a sale besogne, escreveu-lhe o livro e, no fim, recolheu-lhe a assinatura e deu-lhe aquele grandiloquente e ridículo título de Eu, Carolina, tipo Eu, Cláudio, obra de referência daquela escritora americana de literatura de aeroporto.
O livro da Dona Carolina não é sequer literatura de aeroporto: é um dejecto de ressabiamentos e vinganças pessoais que eloquentemente ilustra não as origens ou a educação, mas o carácter da senhora. Porque, se é certo que a educação demora gerações a refinar, o carácter não tem que ver com isso. Ela não tem culpa de vir de onde veio, tem culpa, sim, de ser como é.
Agora, a Dona Carolina vive bem mais do que os seus cinco minutos de fama. Tem as televisões e os jornais aos pés, tem leitores a pedir-lhe autógrafos e tem até (ó, suprema ironia, quem os ouvia a falar dela...!) benfiquistas prontos a acolhê-la e a transformá-la em Maria Madalena ou (deixem-me rir!) Carolina d'Arc. Mas, quando a poeira assentar, a pobre Carolina, como tantos e tantas outras antes dela, vai perceber que falou tanto que se enterrou até ao pescoço e que a validade do veneno que lhe deram para usar não era eterna. Em breve se tornará cansativa, inútil e desagradável à vista. E, então, regressará de onde veio, só que sem câmaras nem holofotes à sua frente e sozinha para enfrentar todos os processos judiciais e chatices de que agora, no seu patético arrebatamento, não deu conta.
ExitCarolina."
Miguel Sousa Tavares
sexta-feira, dezembro 15, 2006
Coerência
Algumas vozes têm criticado a editora D.Quixote, por ter aceite publicar o livro de Cagolina Salgado. Se as motivações são questionáveis, já a coerência seguida pelos responsáveis da editora tem ser louvada. Depois de António Lobo Antunes, José Cardoso Pires, souberam manter a orientação com Cagolina Salgado, publicando apenas livros de autores em estado de morte cerebral.
Leitura, cultura, sabedoria ... sabedoria, Mãe África
O novo Procurador já entrou em acção! Pouco depois de ser empossado, aí está ele a ler o livrinho de Cagolina Salgado. Criminosos, tremei!
Herlander R., ex-aluno da Casa Pia, e uma das inúmeras vítima do Bibi, já anunciou que tenciona também escrever um livro, "Eu, Dirceu" - que tal como o de Cagolina tem um título completamente desligado do conteúdo da obra. Este antigo casapiano, espera que o sr. Procurador leia o seu livro, a ver se é desta que desencrava essoutra novela que promete definhar eternamente nos tribunais, que é o processo Casa Pia. A espera deverá ser longa, pois o Procurador tem já alinhavada a leitura da biografia do pequeno Saúl, "Eu, Possidónio".
Herlander R., ex-aluno da Casa Pia, e uma das inúmeras vítima do Bibi, já anunciou que tenciona também escrever um livro, "Eu, Dirceu" - que tal como o de Cagolina tem um título completamente desligado do conteúdo da obra. Este antigo casapiano, espera que o sr. Procurador leia o seu livro, a ver se é desta que desencrava essoutra novela que promete definhar eternamente nos tribunais, que é o processo Casa Pia. A espera deverá ser longa, pois o Procurador tem já alinhavada a leitura da biografia do pequeno Saúl, "Eu, Possidónio".
terça-feira, dezembro 12, 2006
segunda-feira, dezembro 11, 2006
Vidas diferentes
Um dia destes, um expedito funcionário do Citibank, tentou iniciar o processo da minha subjugação por aquela entidade, com a simpática pergunta: "Desculpe, posso saber qual é sua profissão?".
Inexplicavelmente, a subjugação não teve lugar.
Ah ... como é simples a vida de um torneiro-mecânico.
Inexplicavelmente, a subjugação não teve lugar.
Ah ... como é simples a vida de um torneiro-mecânico.
Truques e Dicas para este Natal - II
Num estilo muito meu, que infelizmente se tem diluído com o avançar dos anos, proponho a quem não tiver a possibilidade de, nem que seja por 10 segundos, ter uma nova família - de novo, o espírito natalício em todo o seu esplendor (10 seg.) - para poder entrar num super ou hipermercado, sem ser presenteado com o tal saquinho do Banco Alimentar, uma "alternativa diferente". Assim, em vez de cumprirmos o dever de bons robots e de doarmos os tais pacotes de arroz, massa, etc, etc, há sempre a possibilidade de colorir "alternativamente" o Natal de uma família de habitantes num qualquer bairro social, que paga com dificuldade 10 euros de renda mensal, e aufere rendimentos na casa dos milhares de euros, com o alto patrocínio do Fundo de Desemprego e do Rendimento Mínimo. Toda a gente gosta de uma surpresa inesperada no fundo do sapatinho - um "presente", não? - e estas famílias não são excepção, portanto sempre que a ocasião surja, não percam a oportunidade de lhes oferecer latas de anchovas, espargos em conserva, nabos, cavalas, rabanetes e iogurtes naturais. Será concerteza, um Natal inesquecível.
E o vosso ar de satisfação surpreenderá, decerto, aquele membro da família que todo o santo ano vos oferece 3 pares de meias (e às vezes umas cuecas de gola alta).
E o vosso ar de satisfação surpreenderá, decerto, aquele membro da família que todo o santo ano vos oferece 3 pares de meias (e às vezes umas cuecas de gola alta).
Truques e Dicas para este Natal - I
Para evitar receber um daqueles chatérrimos sacos do Banco Alimentar, cada vez que se entra num super ou hipermercado, vale sempre a pena associarmos-nos a uma qualquer família - lá está o espírito natalício! - que se diriga igualmente para o interior dos ditos estabelecimentos. Poupa o Banco Alimentar, porque distribui apenas um, em vez de dois sacos. Poupa o indivíduo que segue este fantástico conselho, porque não tem de comprar mais um pacote de arroz, mais um pacote de massa, mais um pacote de açucar ...
quinta-feira, dezembro 07, 2006
O Cúmulo da Inocência
Às tantas diz a Lurdes: "Até disse para os meus botões esta câmara [municipal de Gondomar] funciona muito bem!".
Um mimo!
Um mimo!
Pai Natal, o terrorista
O Pai Natal foi preso na passada terça-feira acusado de posse de armas e materiais explosivos.
Quando interrogado, alegou que as armas serviam para defender-se das crianças armadas nos Estados Unidos que já não mais o esperavam com coca-cola, leite ou biscoitos.
Quanto aos explosivos, declarou-se culpado: efectivamente serviam o propósito maléfico de acabar de vez com o Natal dos Hospitais.
Aguarda julgamento em prisão preventiva até terminarem as festas, não vá o diabo tecê-las.
De acordo com o Supremo Tribunal, este ano as familias terão de resignar-se com os Shoppings para as suas prendas de Natal.
Quando interrogado, alegou que as armas serviam para defender-se das crianças armadas nos Estados Unidos que já não mais o esperavam com coca-cola, leite ou biscoitos.
Quanto aos explosivos, declarou-se culpado: efectivamente serviam o propósito maléfico de acabar de vez com o Natal dos Hospitais.
Aguarda julgamento em prisão preventiva até terminarem as festas, não vá o diabo tecê-las.
De acordo com o Supremo Tribunal, este ano as familias terão de resignar-se com os Shoppings para as suas prendas de Natal.
segunda-feira, dezembro 04, 2006
A verdade do Natal III
- "Querida, antes de saires lembra-te:
Vais às compras com o dinheiro que temos...
Não com o dinheiro que gostarías que tivessemos..."
Vais às compras com o dinheiro que temos...
Não com o dinheiro que gostarías que tivessemos..."
Subscrever:
Mensagens (Atom)